Affichage des articles dont le libellé est virtual. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est virtual. Afficher tous les articles

vendredi 10 juillet 2009

O abismo digital emocional

Não dá pra separar> real, virtual, social, política, economia, educação, cultura, são sempre inter-dependentes e influentes, mesmo que se procure separar para um estudo específico. Conclúi que nem vale a pena separar ou se perde aliendando-se do todo.

O abismo digital emocional: tão delicado e complexo assunto. No extremo da simplificação, penso como aprendi com minha vó: tudo em excesso faz mal! Sem exceção, até amor em excesso não faz?!

<*imediact reaction>programming is like sex: new String().append(beads[]).insertAfter(body.getInstance().getPleasure
........................onclick(open=window[b&h%&0110&%*bz&...ERROR MESSAGE]
bzzz
&*&&*%%#$¨&*01000000000000000000001000000000000000000000000000000010

<*imput>calm:

Para Pierre Lévy (Lévy, 1996), desde meados da década de 90, um movimento chamado virtualização afeta as diversas instâncias do ser humano e da sociedade: as transformações do corpo humano, o funcionamento da inteligência, uma nova cultura do texto, os aspectos econômicos, a concepção de linguagem, entre outros

"As informações não criam idéias; as idéias criam informações. Idéias são padrões integrativos que não derivam da informação, mas da experiência"
(ROSZAK, 1994).

No caso do extremo de excesso do uso do virtual a ponto de abandonar muitas atividades q fazia no real presencial, estaríamos falando de um vício? A palavra deriva do latim vitium=falha ou defeito. Se o adolescente muda seu cotidiano a ponto de causar mal a si e ou aos q convive seria um viciado à net.

De acordo com o Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas de São Paulo, há oito características que definem os Heavy users (usuários pesados):

•Pessoas com inteligência acima da média e com velocidade de raciocínio muito alta.
•Preferem passar o dia todo conectados a realizar outras atividades.
•Apresentam sintomas de depressão, ansiedade e outros distúrbios.
•Preferem interagir virtualmente do que realmente.
•Usam a internet com refúgio, pois apenas neste espaço conseguem expressar o que são ou pensam.
•Possuem poucos amigos reais.
•Desenvolve um comportamento único na rede.

Claro q o ideal q se busca é: use a net sem q ela o use, assim como qualquer outra fonte de recursos. A crescente detecção desses excessos e demais transtornos em jovens com menos dos 18 anos, mostra que nossos adolescentes estão mais sujeitos a isso, porque a formação da personalidade de grupo se dá justamente nesta fase. Como os nossos jovens estão trocando as conversas pessoais por chats, redes de relacionamento, jogos online e a própria internet, há um vão no desenvolvimento deste fator relacional, o que reflete em adolescentes mais tímidos, com poucos amigos reais, mais consumistas e elevação do número de problemas psicológicos. Com tantas facilidades proporcionadas pelas novas tecnologias, é indiscutível o fato de nos sentirmos atraídas por elas. Foi assim com a eletricidade, com o automóvel, a geladeira, o fax, a máquina de escrever e, claro, não seria diferente com a internet. Mas, até que ponto estas facilidades são positivas? Até que ponto facilitar tanto nossa vida deixa de ser algo positivo e se volta contra nós?

o virtual é o que existe em potência, como por exemplo: a árvore está presente na semente de forma virtual. “O virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de reso-
lução: a atualização” (Lévy, 1996

O virtual não substitui o real, o consenso entre os pesquisadores é de que o complemente. Surgindo maior liberdade de atrações, escolhas com a tecnologia, surge maior responsabilidade e maior angústia pelo amplo leque de escolhas e aí os mais jovens muitas vezes não estão ainda preparados pra tanto aumento de responsabilidade em tão pouco tempo, ora agem como crianças ora como responsáveis e não é difícil caírem nas tentações de tantos atrativos e facilidades oferecidos pela rede. Por isso, acho q aí a educação entra com enorme influência e responsabilidade pra evitar o excesso sem restringir demais, servindo como um apoio de referência pra ancorar qdo o jovem não se sente segura pra assumir toda a responsabilidade.

PERRENOUD (2000) afirma:
[...] A verdadeira incógnita é saber se os professores irão apossar-se das novas tecnologias como um auxílio ao ensino, para dar aulas cada vez mais bem ilustradas por apresentações multimídia, ou para mudar de paradigma e concentrar-se na criação, na gestão e na regulação de situações de aprendizagem.




http://www.mtv.com/videos/misc/236311 ... le-world.jhtml#id=1586148

mardi 24 mars 2009

Internetadas




Calafrios pelo corpo,
tremor nas extremidades.

A velha caneta e o papel,
saudades.

De texto em texto,
hipertextos...

De link em link,
hiperlinks...

Outra aba, outra janela,
o tempo escoa, voa, some...

A materialidade da existência dissolve-se
no tráfego intenso das idéias e estímulos tantos.

Chega a hora de dizer:
- Saia da tela, dê-me um abraço, amigo dito leal!

Emoções mediadas por luz, chips,
ótica falseada já é muito descaso.




Grama possui cheiro, testa-me o olfato.
Textura, terra, mãos...

Pra dizer com segurança
que o virtual só engana em potencial.

Longe está de substituir a essência real
do tudo isso que julgo ser a experiência presencial.


samedi 7 mars 2009

Estudando a virtualidade II



Muito antes do advento comercial da internet, já em 1984, o livro Neouromancer de Willian Gibson, trazia consigo o termo "ciberespaço" (ou cyberspace). Hoje em dia usa-se o termo como sinônimo de internet pelo fato de ser especialmente na rede que a maior parte das características do ciberespaço se manifesta, como realçar os fluxos de informações do mundo inteiro, ultrapassando fronteiras e independentes de latitudes ou longitudes geográficas e em velocidade fascinante. Essa teia que entrelaça as multifontes informacionais através de meios de telecomunicação unida à informática, incluindo meios digitais e analógicos, em funcionamento local, regional ou mundial, ou seja, toda a parafernália - televisão, rádio, celulares, telefones convencionais, etc - que usa a infraestrutura de cabo de cobre, fibra ótica, ondas de satélite ou rádio, organizados em rede tendo seus terminais de comunicação gerenciados por computadores formam o ciberespaço. Este, composto pelo fluxo de meios de comunicação que relaciona os mais diversos de tipos de usuários 'virtuais', que ao contrário do que se diz, não se opõe ao real e sim aponta o que é potencial. "A palavra virtual vem do latim medieval virtuale, significando o que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual. Provém daí seu segundo significado como algo suscetível de se realizar; potencial. Na filosofia escolástica é virtual o que existe em potência, não em ato, resultando numa terceira referência à virtual como o que está predeterminado e contém as condições essenciais à sua realização" (Rey, 1998:29)


Como exemplo desse conceito, numa obra de arte como as pinturas do Renascimento Italiano o estudo das leis de projeção óptica realizam o processo de transposição do espaço real (tridimensional) para o espaço virtual (bidimensional). Aqui não se pode deixar de considerar a idéia da Mimésis(representação da realidade) que dominou a criação de imagens por mais de quatro séculos e motivou o surgimento de novas formas de representação da arte - televisão, fotografia, cinema... O virtual nesse exemplo é somente a ilusão de três dimensões causada intencionalmente pela profundidade do campo visual estudado e sugerido pela obra de arte.


Sobre o Ciberespaço, define Gilbertto Prado: "Este poderia ser o lugar, a zona intermediária, o no man´s land onde a tecnologia encontra a rua. Um tipo de estrada consensual experimentada por milhões de operadores conectados - vizinhos virtuais - , cada dia, nesse espaço que eles mesmos criaram, para uma visão simultânea do mundo, inscritos no tempo real da emissão e recepção" (Prado, 1997:43 (2))
No entanto, não se pode dizer que a virtualização seja um desaparecimento ou ilusão. Conforme Lévy, ela é uma dessubstancialização que se inclina na desterritorialização, num efeito Moebius, passando sucessivamente do privado ao público, do interior ao exterior e vice-versa. Como uma abstração da extrema concretude da realidade visível. Lévy afirma não ser um fenômeno recente, pois a espécie humana fora construída por virtualizações - gramaticais, dialéticas e retóricas. O processo virtualizante ocorre com a complementação do que é subjetivo através da influências dos dispositivos técnicos, semióticos e sociais no funcionamento fisiológico e o que é objetivo através dos efeitos dos atos subjetivos na construção do mundo. O real, o possível, o atual e o virtual são complementares e possuem uma dignidade ontológica equivalente" (Lemos, s/d)


A virtualização é necessária no ciberespaço para possibilitar o acesso e a troca de dados nos meios de relacionamentos entre indivíduos através das interfaces, que são intrinsecamente virtuais. Assim, torna-se viável que um objeto real seja representado por meios digitais ilusórios porém que mantém com eficiência suficiente a potencialidade para o objeto virtual ser entendido como se fosse o real original, como a pintura faz.
"A Informação é uma virtualização. Se um acontecimento é retratado pelos media, essa circulação corresponde a uma virtualização do acontecimento, sob a forma da informação. Neste sentido, uma informação não é destruída pelo seu consumo justamente por ser sempre "virtualizante". A utilização/recepção da informação é a sua atualização, já que somos nós que damos sentidos a ela. Nós a atualizamos". (Lemos, s/d)

O ciberespaço atualiza-se a cada dia com inúmeras inovações e facetas utilitárias, crescendo em grande proporção nos últimos anos. Portanto, passou a ser um elemento importante no cotidiano e necessário principalmente para os habitantes urbanos para melhor se adaptar e entender o presente fluxo de informações nas interatividades e integração maior com a linguagem e novos conceitos.

"Das relações do indivíduo com o Ciberespaço surge a cibercultura, que nas artes culmina com a utilização de meios eletrônicos por parte dos artistas, o que podemos chamar de Ciber-arte, cujo exemplos são muitos: a video-arte, arte-robótica, telepresence art, ASCIIart, Tecno-body-art, Web Arte entre outras experiências, como a música eletrônica, sendo hoje atualizada para a música "tecno". A Ciber-arte, desde que surgiu em meados dos anos 70, sempre teve objetivos de conectar artistas de diferentes partes do globo e dar uma maior importância ao processo de criação do que ao produto final ( Lemos, s/d).




O ciberespaço é um só, independente de onde esteja o indivíduo que deseja acessar determinada informação, que também independe do espaço geográfico de onde provém, pois o procedimento é sempre o mesmo. O que o mantém são os interesses em comum e essa trama pra possibilidade de trocas de acessos a dados em todo o mundo, assim como o constante acesso e busca de vínculos de relacionamentos pelos usuários, constituindo, em consequência, comunidades virtuais também.

por: Tania Montandon

referência de leitura:
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_qehwebarte.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_ferramentas.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_ciberespaco.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_arquitetura.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_participa.html