
Como exemplo desse conceito, numa obra de arte como as pinturas do Renascimento Italiano o estudo das leis de projeção óptica realizam o processo de transposição do espaço real (tridimensional) para o espaço virtual (bidimensional). Aqui não se pode deixar de considerar a idéia da Mimésis(representação da realidade) que dominou a criação de imagens por mais de quatro séculos e motivou o surgimento de novas formas de representação da arte - televisão, fotografia, cinema... O virtual nesse exemplo é somente a ilusão de três dimensões causada intencionalmente pela profundidade do campo visual estudado e sugerido pela obra de arte.
Sobre o Ciberespaço, define Gilbertto Prado: "Este poderia ser o lugar, a zona intermediária, o no man´s land onde a tecnologia encontra a rua. Um tipo de estrada consensual experimentada por milhões de operadores conectados - vizinhos virtuais - , cada dia, nesse espaço que eles mesmos criaram, para uma visão simultânea do mundo, inscritos no tempo real da emissão e recepção" (Prado, 1997:43 (2))
"A Informação é uma virtualização. Se um acontecimento é retratado pelos media, essa circulação corresponde a uma virtualização do acontecimento, sob a forma da informação. Neste sentido, uma informação não é destruída pelo seu consumo justamente por ser sempre "virtualizante". A utilização/recepção da informação é a sua atualização, já que somos nós que damos sentidos a ela. Nós a atualizamos". (Lemos, s/d)
O ciberespaço atualiza-se a cada dia com inúmeras inovações e facetas utilitárias, crescendo em grande proporção nos últimos anos. Portanto, passou a ser um elemento importante no cotidiano e necessário principalmente para os habitantes urbanos para melhor se adaptar e entender o presente fluxo de informações nas interatividades e integração maior com a linguagem e novos conceitos.
"Das relações do indivíduo com o Ciberespaço surge a cibercultura, que nas artes culmina com a utilização de meios eletrônicos por parte dos artistas, o que podemos chamar de Ciber-arte, cujo exemplos são muitos: a video-arte, arte-robótica, telepresence art, ASCIIart, Tecno-body-art, Web Arte entre outras experiências, como a música eletrônica, sendo hoje atualizada para a música "tecno". A Ciber-arte, desde que surgiu em meados dos anos 70, sempre teve objetivos de conectar artistas de diferentes partes do globo e dar uma maior importância ao processo de criação do que ao produto final ( Lemos, s/d).
O ciberespaço é um só, independente de onde esteja o indivíduo que deseja acessar determinada informação, que também independe do espaço geográfico de onde provém, pois o procedimento é sempre o mesmo. O que o mantém são os interesses em comum e essa trama pra possibilidade de trocas de acessos a dados em todo o mundo, assim como o constante acesso e busca de vínculos de relacionamentos pelos usuários, constituindo, em consequência, comunidades virtuais também.
por: Tania Montandon
referência de leitura:
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_qehwebarte.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_ferramentas.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_ciberespaco.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_arquitetura.html
http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/texto_participa.html

